LGPD GDPR Lei Geral de Proteção de Dados Privacidade Pessoais Avantare

Após um ano de GDPR na Europa, quais os impactos na forma de se relacionar com o consumidor? Seria um prognóstico do que acontecerá no Brasil com a LGPD?

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No começo do último mês de julho foi sancionada a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e definida a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais brasileira, que entra em vigência de agosto de 2020. O projeto cria mecanismos para proteger os dados dos cidadãos e foi inspirado na GDPR (sigla em inglês para Regulamento Geral de Proteção de Dados), uma atualização da lei de privacidade da União Europeia que está em vigor desde maio de 2018. Por aqui, o clima é de apreensão e incerteza, principalmente sobre como essa mudança afetará o mercado de marketing – em especial o digital. 

Em meio às dúvidas sobre como essa nova legislação afetará as estratégias das companhias e impactará em resultados e experiências dos usuários, a notícia que vem a seguir é animadora. Afinal, pouco mais de um ano após a implementação da GDPR, 84% dos profissionais de marketing analisaram a mudança como um desenvolvimento positivo.

De acordo com a pesquisa “GDPR: um ano depois, como as estratégias de marketing foram afetadas” desenvolvida pela SaleCycle, a GDRP  gerou impactos positivos para o setor, modificando e otimizando a forma como as interações com os usuários se dão.

Confira os principais tópicos respondidos pela pesquisa:

As companhias mudaram a forma como pediam consentimento para obter dados após a lei?

Em sua maioria, sim. 76% dos  profissionais de marketing entrevistados afirmaram terem mudado a forma como pediam para obter os dados pessoais dos cidadãos. Na Europa, especificamente, o número é ainda maior: 82.4%. Enquanto isso, em países fora do continente, a média foi de 62.5%.

Quais mudanças foram essas na busca por consentimento por dados privados após a GDPR?

As medidas práticas tomadas incluem a implementação de checkboxes para consentimento (21%), introdução de processos de adesão mais rigorosos (26%) e foco em obter consentimento por dados mais explícito (32%).

Após as adaptações à GDPR, houve mudanças no engajamento dos usuários com as companhias?

Sim. Contudo, ao contrário do que se possa imaginar, as mudanças não foram necessariamente negativas. Para se ter uma ideia, 85% das companhias menores (até 50 funcionários) afirmam que as mudanças na legislação ocasionaram em uma base de usuários mais engajados. 

As companhias seguem usando e-mail marketing após a GDPR?

80% dos entrevistados afirmam que a GDRP não alterou o fluxo do envio de mensagens através do e-mail marketing.

As companhias recorreram a novos mecanismos para se adaptar a busca do consentimento dos usuários por seus dados pessoais?

Em sua maioria, não. Apenas 29% dos entrevistados passaram a fazer uso de novas ferramentas, trazendo à tona o fato de que foi possível se adaptar à regulamentação com os mecanismos que já conheciam.

No fim das contas, os profissionais de marketing analisam a GDRP da União Europeia como algo positivo?

84% dos entrevistados asseguraram enxergar a GDRP como um desenvolvimento positivo para o setor.

Quais as principais reclamações por parte dos que não aprovam a GDPR?

Alguns dos comentários mais críticos sobre o GDPR estavam relacionados ao processo empresarial necessário para as adaptações de compliance. Por exemplo, um deles disse que a preparação para tais regulamentações leva tempo e pode ??levar a uma pior experiência do cliente.

Enquanto a Europa sente os impactos do primeiro ano da GDPR, o Brasil se prepara para a nova legislação nacional: todas as organizações que têm entre suas atividades a coleta de dados precisarão encontrar formas de garantir transparência e o direito de acesso às informações adquiridas. Afinal, a Lei Geral de Proteção de Dados (a GDPR brasileira) permeia toda atividade que envolva a utilização de dados, não se limitando apenas à internet.